quarta-feira, maio 25

a new place is gathered


I could say
look at what you’ve done
look at these wounds deep inside my chest
and at those blades which replaced your fingers
they seemed so bitter
and they seemed so sweet
covered with night reflections;
this – is what I’ve learnt
night it also sleeps
and there’s a weak barrier between sleep and madness
and only two sapphires could wake me up;
it is crazy
and it is sheer folly
when a man has to lick his own tears
when a man has to drink someone’s poison
to heal his heart
to clean his blood
and kill the pain that time can only ease;
I could say
but I don’t give a fuck;
I am no man
and I refuse to suffer
so I opened my chest in rage
and pulled my heart away;
now I’m only blades
and now I’m only knifes
so if you’re looking for an heart
please – stand back
‘cause a new place was gathered
and only poison you will find.

terça-feira, maio 17

eu sigo o meu caminho


"(...)
Só eu sei quantas vezes fiz tudo para te ver,
só eu sei quantas vezes não consegui adormecer.
Só eu sei quantas vezes tentei respirar o ar que respiras,
sentir o que tu sentes, viver as duas vidas.
But i’m feeling good, espero que sintas o mesmo neste momento,
a vida são dois dias e ninguém pára o nosso tempo.
O teu sorriso passa tudo o que já eu tenha visto e é por isso que eu persisto.
Dá-me mais, quero mais, sempre mais, quero conhecer os teus ideais,
compreender para onde vais a seguir.
Mas por agora o melhor talvez seja eu estar bem sozinho.
(...)"


Expensive Soul - quero ver-te outra vez

domingo, maio 8

quarta-feira, maio 4

trap




always that wall between us
with sharpen skewers
- moving -
closer and closer
I didn't mind

(now let the water flow)

domingo, maio 1

cocoon




save me (throw me to a box) hide me
hold me (push me) love me
leave me (cut my words) kill me

sábado, abril 30

o meu o teu o fim


Um livro aberto:
Folhas presas, dedos soltos, o tempo da espera.
Palavras sumidas, escondidas num qualquer canto propositado
- palavras que se restringem, e a memória que escorre -
outros livros, outras letras,
páginas que se colavam aos dedos na fúria de serem lidas.
Um livro por fechar:
O tempo de partir.
Tempo de largar os óculos e deixar de tentar ler o que não pode ser lido.
Um início restrito - um meio para um fim.
Cedo,
quando a noite vier,
vou voltar para os meus braços
e esperar que o amanhecer me devolva o exemplo das águas.
Assim, após cada queda e fiel ao meu caminho,
atingirei o meu fim.

domingo, abril 17

amanhã


Distúrbio:
um sorriso inquieto ao amanhecer.
O sol a brincar nos teus olhos.
Dizes acho que gosto demasiado de ti,
e um lugar estranho ocupa tudo aquilo que és.
Não te sinto perto – nunca te senti perto.
Pergunto sempre onde foste e nem sei de onde surgiste.
Nunca sei dos teus olhos.
Só a memória – restrita, ausente, incapaz.
Só a memória e o amanhã não existe.
E sei,
por todos os caminhos que vagueiam nas minhas mãos,
que o amanhã não existe e que amanhã não existes,
pois se me consumiste toda em insatisfação.
Nunca fui tua.
Tiveste-me entre mãos e eu nunca fui tua.
Vivi nos teus olhos, na tua cama,
rente ao teu corpo tantas vezes e tantas vezes me perdi.
Não preciso de ti.
Não preciso de ti.
Não preciso de ti assim como ninguém precisa de quem nunca se dá.
Assim como ninguém quer um fim traçado ao início.
meio-fim


Nunca poderás dizer que nunca me dei.
Nunca poderás ver os meus olhos,
perdidos de medo,
a jurar um prenúncio de morte.
Já não sei mais que a escolha gratuita dos homens,
que a vulgar tentação da carne rendida ao sol.
Perco-me por entre portas.
Perco-me em copos sujos, saliva oferecida,
sensação abrupta da tua ausência.
Só um sonho e uma ideia ao despertar –
palavras que escorrem do meu peito.
E pergunto, de punhos cerrados, se será isto o fim.
Ou então um começo, efémero enquanto pode,
de mover as pálpebras como quem encerra a noite num segundo.
Tu – és tudo aquilo que nunca me deste.
E eu sou o mundo que nunca terás.
.
Um dia – e tudo muda.

um ombro - duas faces


Só a memória de um fogo incapaz:
um corpo que pulsa rendido, a tua pele branca
– pálida de incertezas –
um corpo afogado na confusão das areias.
Só o tempo se repete.
.
.
Ficaste a saber que o mundo também dorme,
que o mundo também dorme
e só a tua pele apaga as luzes da cidade.
Quando a tua cabeça é sal colado ao meu ombro
– em carne viva –
quando todos os tendões prendem todos os poemas e palavras.
Até que a loucura de dois corpos em chama se apague.
E tudo é breve.
Tudo é breve e só a memória dos teus lábios sobrevive.

sexta-feira, abril 1

another picture of my own


(to those who live in my heart)

again
a tear drop is flying away;
when i move
my soul is the absence
and there is no reason for this
just a folded heart and an empty pocket
praying for refilling;
when i move
there's always a bird singing
the sounds of nothing;
i can say - my hands
will be always waiting for yours
and my eyes
can always reach yours;
and suddenly
i find love this strange thing between us
which will always keep us together.

quinta-feira, fevereiro 10

Parabéns, A.


Estás tão longe e tão perto, e tenho tanto para te dizer.
Mas todas as palavras são poucas para te escrever,
e todas as letras não chegam para contar tudo aquilo que és.
Tantas vezes quis dizer-te,
contar-te, e tantas vezes preferi o silêncio,
calando para mim as palavras,
fechando-as no mundo do medo e da distância.
Não sabia explicar.
Às vezes o destino leva-nos por caminhos que, quando contrariados,
baralham e entristecem vidas, e só não quis baralhar mais as nossas.
Hoje, só posso dizer
que és das pessoas mais bonitas que sei existirem,
que desde que te conheci que encheste os meus dias de sorrisos,
vida,
e de um alento que só os teus olhos me conseguem trazer.
Nunca disse, nunca disse. E todos os dias ainda foram poucos.
A., por tudo o que és,
se um dia alguém me disser que não sabe o que é o amor,
eu vou dizer que o amor é o teu nome.
O amor é o teu nome.

Segredo


Guardo um lugar entre os dois braços em elo
para impedir o estilhaçamento,
e sempre um bolso vazio
onde tento esconder a noite.
Agora,
o vento parou e as horas adormecem nos relógios,
e a serenidade do sono preenche a vulgaridade.
Queria que soubesses
que todo este tempo procurei a razão
para tudo aquilo que dizem estar escrito,
o tempo
as horas
os teus olhos
o beijo que me pediste
os beijos que me roubaste,
e tudo se perde em sentido
pois se tudo o que foi escrito foi isto
que quando a manhã caísse
só voltarias à minha memória
- só os teus olhos nos meus olhos fechados -
e um vazio no horizonte.

sexta-feira, janeiro 7

o tempo é um floco de gelo que nunca caía em celeridade


ontem,
as horas e os dias existiam soltos num lugar deserto
num imaginário de aspirações longínquas
- em curva, por um caminho estreito que me trouxe aqui,
e me mostrou a solidão que acelera os relógios
.
eu sei que desde que me afundei nos teus olhos,
o tempo parou para em seguida voar
para correr em flecha por um novo vácuo,
uma ferida aberta num lugar deserto,
onde as flores secam e as palavras morrem
.
agora,
tenho para mim que o tempo preenche um lugar escuro,
um lugar estranho pela exactidão
que encolhe os dias e as camisolas,
o lugar na cama e os teus lençois
.
o tempo já não navega
e rouba-me os dias sem o teu olhar
.
um mês, C.
um mês e este lugar vazio que o tempo não preenche

quarta-feira, janeiro 5

pensei que regressar era voltar a mim



...                        tal como se aguardam os barcos que dormem em alto mar

sábado, dezembro 25

I believe



...why don't you?                                                                   MERRY XMAS

terça-feira, dezembro 21

sau-da-de





Aprendi a dizer numa palavra
que tudo o que é teu tenho guardado
e cuidado a cada dia;
aprendi a dizer a palavra
que vou matar e deixar renascer
- quando te vir; abraçar -
numa só palavra tudo o que é teu:
saudade.

domingo, dezembro 19

w . . . o . . . r . . . d


what have I done to the words?
I have tried to find them inside my chest
tried the hidden place submersed by a shadow
and only emptiness I find,
and I remember - words –
they have always lived inside my hands
flowing from finger to finger
morning could rise, night could fall
words they lived deep inside my heart,
- and without a reason -
I offered you everything I had
imagining you would save it
and take care of it each day,
I offered you everything
the flowers
my hands
my words
and each petal had your name on it
each petal was a finger for words to flow
to jump from one to another in the darkness
and you were the only light which could make them bloom,
but suddenly
it took only a second for you to forget them
(I wonder if it was meant to be)
- everything -
the flowers
my hands
my words
and in a second everything was dry
everything was senseless,
and then
I looked at you and my eyes could’t shine
I looked at you and words didn’t come,
fists were thick
breath was deep
I gave you everything and everything I lost
- and without a reason –
you made me speechless