Clapham at night time, lights wash the pretzel store, and - we're still there, my love
quarta-feira, dezembro 21
terça-feira, dezembro 20
sexta-feira, dezembro 16
quinta-feira, dezembro 15
quarta-feira, dezembro 14
Fora da minha janela cai o sol sobre o que era perdido, e não há qualquer nome para descrever o momento. Lá fora perdem os dias sentido, e de nascente a poente ganham os dias sentido num percurso regrado pela imagem dos teus olhos. Dentro do meu peito em desenho de odisseia, numa força bruta que quer explodir no teu corpo e no teu corpo avigorar. Pelo teu corpo dentro e dentro da tua pele numa linguagem inesperada de quem brinca com o destino e é assolado de ternura. Do conforto das tuas mãos aquando a surpresa da ruína e da simplicidade dos teus cabelos. Ao teu lado esquecer tudo e só querer a ternura - adormecer ao som da tua voz e da palavra amor que se encontra onde mais ninguém encontra - para acordar nos teus lábios.
quinta-feira, dezembro 8
domingo, dezembro 4
desta vez não vou pedir que à ausência compreendas as feridas
ou ainda que me segures as mãos na embriaguez do teu perfume
desta vez vou deixar que me invadas e me enchas de alento
e que do alimento das árvores me preenchas a cada dia
desta vez vou dar-te a mão e levar-te até ao mar
e falar-te do fio onde o infinito se esconde
segunda-feira, novembro 28
Haja talvez um sonho que me acorde veementemente e suavize a tristeza que assolou o teu nome e letra a letra o mascarou com o nome do demónio. Para que todos os rostos se apaguem e eu me apague de mim, para que nunca mais seja a quem a minha tristeza não serve.
Para que um dia, quando o escurecer for quente e já não houver mais ninhos, possa ser eu a indiferença e estranhar a tua dor.
sexta-feira, novembro 25
quinta-feira, novembro 24
terça-feira, novembro 15
Houvesse um caminho regrado pelas cortinas da tua voz, em looping constante até à tua imagem. E pudesse eu novamente deitar-me à tua beira e entornar, à cabeceira da cama, todos os rumos que a vida nos faz tomar, e que nem tu nem eu podemos entender.
Houvesse um caminho para te poder pegar na mão e dizer que sinto a tua falta – a falta de ti, do teu abraço, do teu sorriso – da cerveja ao fim da tarde, da alegria, e de te oferecer a ponta dos meus cigarros.
Houvesse um caminho de onde estou agora até ao reconhecimento das minhas palavras, pois só tu as poderás entender, e pudesse eu parar os teus olhos. Para neles parar os meus e dizer-te que, melhor que todas as paixões, conhecer-te foi tanto mais.
Tanto.
terça-feira, novembro 1
“(…) I feel just like I'm living someone else's life, it's like I just stepped outside when everything was going right… and I know just why you could not come along with me, this was not your dream, but you always believed in me. Another winter day has come and gone away, in either Paris or Rome, and I wanna go home… let me go home. And I'm surrounded by a million people, I still feel alone (…) let me go home, it'll all be alright, I'll be home tonight, I'm coming back home."
segunda-feira, outubro 24
"In a manner of speaking, I just want to say that I could never forget the way you told me everything by saying nothing. In a manner of speaking I don't understand how love in silence becomes reprimand, but the way that i feel about you is beyond words.(...)"
NOUVELLE VAGUE - In a Manner of speaking
sábado, outubro 22
Gostava de poder escrever os teus lábios e as linhas negras que te pintam o corpo, e que tantas vezes encontro projectados na noite. Escrever e eternizar os teus olhos em assalto aos meus na luz ténue do teu quarto. Ou o momento do silêncio focado no tecto, quando sorri e te acusei de sentires a falta dela - quando te abracei e admiti também não saber do esquecimento - e consentimos na ternura a persistência da memória. Escrever. E então, para que o destino nunca se esqueça do caminho que nos fez cruzar, que só isso fique escrito.
sexta-feira, outubro 14
E se agora te dissesse que nem mesmo o engano te levou do meu sono – ou te falasse da imensidão do escuro à tua ausência – decerto pensarias que alucino. E às vezes mesmo eu fecho os olhos e cerro os dentes com força à espera que a angústia vá. À espera que a angústia vá, e ela nunca vai. Ou então que venha o inverno, devagarinho, e faça nevar por toda a cidade, para pedir que me recebas só mais uma vez com um cobertor nas mãos, com um sorriso nos lábios. Para que te rias novamente de mim por não me ter importado com a chuva e me abraces, me abraces muito.