quando voltares, vou estender-te as mãos - em tom violáceo, da asfixia - e dizer olha, olha o que me fez a saudade. e depois, como se só esse fosse o antídoto, vou esperar que me abraces e me leves para casa.
Clapham at night time, lights wash the pretzel store, and - we're still there, my love
domingo, dezembro 25
praevisu
voluptuoso o céu das minhas noites, onde tudo é cinzento à tua ausência. estás tão longe e tão perto do âmago de tudo aquilo o que sou - onde habitas desde que disseste o meu nome. e lembro-me bem dos teus olhos e das centelhas que emanadas persignavam o meu rosto - tânia, dizias tânia - e aos teus lábios o meu nome era um cântico doce, nos teus lábios o meu nome ainda é um mundo novo de melodias desconhecidas onde o efémero não tem lugar. e mesmo à distância eu consigo ouvir o som terno da tua voz a dizer tânia, tânia com todas as letras como nunca ninguém disse - posso até ver os teus olhos e prever o movimento das tuas mãos, o que vais dizer a seguir - e ouvir no meu corpo o poema que escrevi na tua boca.
sábado, dezembro 24
Have yourself a merry little Christmas.
Let your heart be light,
From now on our troubles
Will be out of sight.
Have yourself a merry little Christmas,
Make the Yule-tide gay,
From now on our troubles
Will be miles away.
Here we are as in olden days,
Happy golden days of yore,
Faithful friends who are dear to us
Gather near to us once more.
Through the years
We all will be together
If the Fates allow,
Hang a shining star
On the highest bough,
And have yourself
A merry little Christmas now
Ralph Blane
quarta-feira, dezembro 21
terça-feira, dezembro 20
sexta-feira, dezembro 16
quinta-feira, dezembro 15
quarta-feira, dezembro 14
Fora da minha janela cai o sol sobre o que era perdido, e não há qualquer nome para descrever o momento. Lá fora perdem os dias sentido, e de nascente a poente ganham os dias sentido num percurso regrado pela imagem dos teus olhos. Dentro do meu peito em desenho de odisseia, numa força bruta que quer explodir no teu corpo e no teu corpo avigorar. Pelo teu corpo dentro e dentro da tua pele numa linguagem inesperada de quem brinca com o destino e é assolado de ternura. Do conforto das tuas mãos aquando a surpresa da ruína e da simplicidade dos teus cabelos. Ao teu lado esquecer tudo e só querer a ternura - adormecer ao som da tua voz e da palavra amor que se encontra onde mais ninguém encontra - para acordar nos teus lábios.
quinta-feira, dezembro 8
domingo, dezembro 4
desta vez não vou pedir que à ausência compreendas as feridas
ou ainda que me segures as mãos na embriaguez do teu perfume
desta vez vou deixar que me invadas e me enchas de alento
e que do alimento das árvores me preenchas a cada dia
desta vez vou dar-te a mão e levar-te até ao mar
e falar-te do fio onde o infinito se esconde
segunda-feira, novembro 28
Haja talvez um sonho que me acorde veementemente e suavize a tristeza que assolou o teu nome e letra a letra o mascarou com o nome do demónio. Para que todos os rostos se apaguem e eu me apague de mim, para que nunca mais seja a quem a minha tristeza não serve.
Para que um dia, quando o escurecer for quente e já não houver mais ninhos, possa ser eu a indiferença e estranhar a tua dor.
sexta-feira, novembro 25
quinta-feira, novembro 24
terça-feira, novembro 15
Houvesse um caminho regrado pelas cortinas da tua voz, em looping constante até à tua imagem. E pudesse eu novamente deitar-me à tua beira e entornar, à cabeceira da cama, todos os rumos que a vida nos faz tomar, e que nem tu nem eu podemos entender.
Houvesse um caminho para te poder pegar na mão e dizer que sinto a tua falta – a falta de ti, do teu abraço, do teu sorriso – da cerveja ao fim da tarde, da alegria, e de te oferecer a ponta dos meus cigarros.
Houvesse um caminho de onde estou agora até ao reconhecimento das minhas palavras, pois só tu as poderás entender, e pudesse eu parar os teus olhos. Para neles parar os meus e dizer-te que, melhor que todas as paixões, conhecer-te foi tanto mais.
Tanto.
terça-feira, novembro 1
“(…) I feel just like I'm living someone else's life, it's like I just stepped outside when everything was going right… and I know just why you could not come along with me, this was not your dream, but you always believed in me. Another winter day has come and gone away, in either Paris or Rome, and I wanna go home… let me go home. And I'm surrounded by a million people, I still feel alone (…) let me go home, it'll all be alright, I'll be home tonight, I'm coming back home."